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Lugar de esperança na retomada do caminho: a história da Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras

Por entre morros, árvores e riachos da região do Bateias existe um lugar que acolhe pessoas que sofrem com a dependência química. Um lugar de paz e esperança, que é o que elas precisam para a retomada do caminho do bem. Esta é a Comunidade Terapêutica Desafio Jovem Monte das Oliveiras, localizada na Rua Antônio Bernardi, 708, no Bateias. E você acompanha essa história a partir de agora.

A história da Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras

A Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras existe desde o fim do século passado, e nos últimos dez anos é dirigido por Márcia Regina Foppa. Ela revela ter sido um desejo repentino de ajudar pessoas a reencontrar a paz.

Lá pelos idos de 2007, eu morava em Brusque, e uma pessoa sob efeito de droga bateu na porta da minha casa. Eu quis ajudá-la, mas não sabia como.

Márcia Regina Foppa, responsável pela Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras.

Ela procurou então a ajuda do pastor da sua igreja, e ele indicou a Comunidade Terapêutica Desafio Jovem Monte das Oliveiras.

Márcia não precisou de muito tempo para compreender que tinha uma missão a cumprir. A primeira reação foi tentar ajudar o lugar, que não estava em boas condições.

Ela conta que chegou a deixar a casa onde morava em Brusque e se mudou, junto com o marido, para a comunidade terapêutica. A partir daí, Márcia passou a ter um papel importante na vida de cada pessoa que chegava ao Monte das Oliveiras.

As diferenças entre o que é uma comunidade terapêutica e uma clínica de reabilitação

Ela explica que uma comunidade terapêutica é diferente de uma clínica de reabilitação. Uma clínica, ou CR, é um ambiente com estrutura parecida com a de um hospital. Uma comunidade terapêutica é um ambiente mais tranquilo, que oferece um espaço protegido, residências, quartos e grupos de espiritualidade.

Até pouco tempo, as comunidades terapêuticas não contavam com profissionais de psicologia, mas hoje, as abordagens baseadas na terapia existencial e ocupacional, psicanálise e de comportamento humano são essenciais na mudança de vida das pessoas que passam por esses locais.

Desde que assumiu a comunidade, Márcia investiu em especializações e profissionais que pudessem garantir ajuda psicológica aos internos, que são maioria jovens com idade entre 18 e 20 anos.

Um retiro espiritual

Ao chegar à Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras, a organização e a limpeza surpreendem. Os próprios internos mantém o lugar assim. Aliás, a rotina é bastante rígida.

Pela manhã, após o café, os internos se reúnem para as primeiras tarefas domésticas. À tarde, as tarefas continuam, com uma pequena parada para descanso e lazer. A noite, após o jantar, e pela segunda vez no dia, ocorrem atividades interativas.

Essa rotina, explica Márcia, faz com que os jovens aprendam lições básicas que a vida até então não havia lhes ensinado, como por exemplo a disciplina.

A droga faz eles pularem etapas importantes. Muitos dos internos chegam sem saber fazer coisas simples, como furar uma parede. Quando os ensino, eles ficam felizes e agradecem por isso. É algo simples, mas para eles uma grande vitória.

Márcia Regina Foppa, responsável pela Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras.

O foco da abordagem está no caráter

Márcia conta que o foco da abordagem no Monte das Oliveiras não é propriamente as drogas, mas o que motivou essas pessoas ao vício e o consequente uso diário.

Eu vejo muitos problemas familiares nas pessoas que chegam aqui. A droga é uma consequência de uma série de problemas existenciais e familiares, uma anestesia sobre algo que a pessoa não consegue superar. Eu trato o aspecto psicológico, recupero o caráter da pessoa.

Márcia Regina Foppa, responsável pela Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras.

A diretora explica ainda que os jovens que permanecem por seis meses na Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras conseguem completar o auto diagnóstico antes de retornarem para suas famílias e perceberem onde de fato está o problema.

Muitos chegam a sair de casa para ter uma moradia própria, porque percebem que o problema está no ambiente familiar, e não valia mais a pena a convivência.

Márcia Regina Foppa, responsável pela Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras.

Márcia admite que o problema é difícil, mas não impossível de solucionar. Ela promove reuniões entre os jovens e seus familiares e que costumam ter efeito positivo.

Eu vejo pais chorarem quando um filho diz ‘eu te amo’, e vice versa. Isso é gratificante. Faz você entender a importância que você tem na vida dessas famílias.

Márcia Regina Foppa, responsável pela Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras.Co

Como doar para a Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras

A Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras sempre se manteve de doações, especialmente de alimentos e produtos de higiene de limpeza e pessoal e continua a precisar da ajuda da comunidade.

As pessoas que quiserem contribuir com o Monte das Oliveiras podem fazer suas doações indo até a sede. Outra alternativa é por meio de uma conta bancária.

Você não faz ideia dos empresários que já saíram daqui. Eu vejo os sonhos deles dentro de uma gaveta bem fechada. Sonhos, projetos, que eles sozinhos não conseguiriam abrir. Alguém precisa ajudá-los.

Márcia Regina Foppa, responsável pela Comunidade Terapêutica Monte das Oliveiras.

Para você fazer a sua doação:

Conta bancária: Banco do Brasil,

Agência 0921 / Conta 161 521 1.

ou indo até a sede na Rua Antônio Bernardi, 708, Bairro Bateias

Telefone: (47) 3318-7077

*Com informações do seu Jornal Metas.

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